Tabela ASCII Completa: Guia com Código, Hex e Alt Codes
Consulte a tabela ASCII completa com códigos decimais, hexadecimais e binários.
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| Dec | Hex | Binário | Caractere | Descrição |
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Detalhes do Caractere ASCII
Decimal
Hexadecimal
Binário
Caractere
Descrição
Sobre o ASCII
ASCII (American Standard Code for Information Interchange) é um sistema de codificação de caracteres baseado no alfabeto inglês. Foi desenvolvido a partir de códigos telegráficos e é o padrão mais influente para a representação de texto em computadores.
ASCII Padrão (0-127)
Os primeiros 128 caracteres ASCII (0-127) são conhecidos como "ASCII padrão" ou "ASCII de 7 bits". Esta parte da tabela contém caracteres de controle (0-31 e 127), algarismos, letras maiúsculas e minúsculas e símbolos básicos.
ASCII Estendido (128-255)
O "ASCII estendido" usa o 8º bit para adicionar 128 caracteres adicionais (128-255), incluindo caracteres acentuados, símbolos gráficos e caracteres especiais. Observe que o ASCII estendido não é um padrão universal e varia entre diferentes páginas de código.
Unicode e UTF-8
Atualmente, o Unicode e UTF-8 são mais comumente usados para representar texto, pois suportam caracteres de praticamente todos os idiomas do mundo. O UTF-8 é compatível com ASCII, ou seja, os primeiros 128 caracteres UTF-8 são idênticos ao ASCII padrão.
Escrito por Equipe iComLabs
Conteúdo revisado periodicamente para manter a precisão técnica.
A tabela ASCII é a referência que qualquer pessoa que mexe com código, texto ou dados acaba precisando consultar. Ela lista os primeiros caracteres que os computadores aprenderam a reconhecer: letras, números, símbolos e até comandos invisíveis, como a quebra de linha. Cada um recebe um número fixo. Sem essa numeração padronizada, um "A" digitado em uma máquina não teria garantia nenhuma de aparecer como "A" em outra.
Esta página reúne a tabela ASCII completa, com os códigos em decimal, hexadecimal e binário lado a lado. Use a busca da tabela interativa no topo desta página para achar qualquer caractere ou código em segundos. É de graça e não pede cadastro. Abaixo dela, o artigo explica o que separa o ASCII padrão do Extended ASCII, como ele conversa com o Unicode e como converter texto em código. O quadro a seguir resume as faixas principais.
| Faixa (decimal) | Tipo de caractere | Exemplo |
|---|---|---|
| 0-31 | Controle | NUL, TAB, LF |
| 32-47 | Símbolos | !, #, % |
| 48-57 | Números | 0-9 |
| 65-90 | Maiúsculas | A-Z |
| 97-122 | Minúsculas | a-z |
| 128-255 | Extended | Ç, á, símbolos gráficos |
O que é a tabela ASCII e para que ela serve?
A tabela ASCII é um padrão de codificação de caracteres criado nos anos 1960 pelo American National Standards Institute (ANSI). O objetivo era direto: fazer computadores diferentes trocarem texto sem perder nem distorcer nenhum caractere. Cada letra, número, sinal de pontuação ou comando do teclado recebe um código numérico fixo, de 0 a 127 na versão original. É esse número que o processador realmente armazena e movimenta por trás de cada caractere exibido na tela.
Ela funciona como ponte entre o que a pessoa digita e o que a máquina processa. O teclado envia sinais elétricos. O sistema operacional reduz tudo a um número. E é esse número, consultável nela, que decide qual símbolo aparece na tela ou vai parar dentro do arquivo. Protocolos de rede, arquivos de texto puro e boa parte das linguagens de programação foram construídos em cima dessa base. Daí a relevância que ela mantém décadas depois.
ASCII de 7 bits x Extended ASCII de 8 bits (128 x 256 caracteres)
A tabela ASCII original usa 7 bits, o que dá exatamente 128 combinações possíveis: os códigos de 0 a 127. Esse recorte cobre bem o alfabeto usado em inglês, os dez algarismos e a pontuação comum. Fica de fora tudo que envolve acento, cedilha e os símbolos gráficos de outros idiomas. Ou seja: nessa faixa não existe código ASCII para "ç" nem para "á".
Para resolver a limitação, surgiu o Extended ASCII. Ele aproveita o oitavo bit disponível em um byte e dobra o total de combinações para 256, cobrindo os códigos de 0 a 255. É essa faixa estendida que abriga caracteres como "Ç" e "á", além de uma série de símbolos gráficos usados antigamente em interfaces de texto. Existe uma ressalva importante, detalhada nas duas seções seguintes.
ASCII padrão (0 a 127)
Essa faixa é universal. Qualquer sistema que declare suporte a ASCII interpreta o código 65 como "A" e o código 97 como "a", sem exceção. É essa previsibilidade total que torna os caracteres ASCII de 0 a 127 a base de compatibilidade de todo formato de texto digital. Vale do e-mail ao código-fonte.
Dentro dela, os códigos se organizam em blocos bem definidos: controle (0-31 e 127), símbolos e pontuação (32-47 e 58-64), números (48-57), maiúsculas (65-90) e minúsculas (97-122). A organização não é acidental. Ela permite verificar se um caractere é letra ou número comparando apenas a faixa numérica, sem consultar nenhuma lista externa.
Extended ASCII (128 a 255)
Diferente da faixa padrão, os códigos de 128 a 255 não têm significado único garantido. Cada "code page", que é um mapeamento específico de caractere por código, pode atribuir símbolos diferentes à mesma posição. O que muda é o idioma e o sistema operacional em uso.
Resultado: um arquivo salvo com uma code page e aberto com outra pode exibir acentos e símbolos completamente errados, mesmo com o restante do texto normal. É o clássico "ç" no lugar do "ç". Foi esse comportamento inconsistente que levou à criação de padrões mais amplos e universais, como o Unicode, tratado mais adiante.
Códigos de controle ASCII (0-31): o que são e para que servem
Os primeiros 32 códigos da tabela ASCII, de 0 a 31, mais o 127 no final, não representam letras nem símbolos visíveis. São comandos. Eles instruem o dispositivo a mover o cursor, avançar uma linha, soar um alarme ou marcar o fim de uma transmissão. Vieram de uma época em que "digitar" também significava operar equipamentos físicos, como teletipos e leitoras de fita perfurada.
Mesmo sem aparecer na tela, cada código de controle continua presente em quase todo arquivo de texto. Só que de forma invisível. Um documento com várias linhas guarda um desses códigos a cada quebra, e é ele que o editor de texto interpreta para saber onde a próxima linha começa.
Exemplos práticos de códigos de controle
O código 9 é a tecla Tab, usada para alinhar texto em colunas. O código 10 é o Line Feed (LF), que avança uma linha. É o caractere invisível gravado toda vez que alguém aperta Enter em sistemas Unix e Linux. Já o 13 é o Carriage Return (CR), que no Windows aparece em dupla com o LF para formar a quebra de linha completa.
O código 27 é o ESC (Escape), usado por terminais para iniciar sequências de comando especiais. O 7 é o BEL, que historicamente disparava um alarme sonoro no equipamento. E o 127, DEL, fecha a lista: é o único comando de apagar entre os caracteres ASCII da faixa original. A herança vem das fitas perfuradas, onde apagar significava furar todas as posições daquela coluna.
ASCII vs Unicode e UTF-8: qual a diferença real?
A diferença começa pelo tamanho. A tabela ASCII cobre só 128 códigos, pensados quase exclusivamente para os caracteres ASCII do inglês. O Unicode já ultrapassa 149 mil caracteres catalogados e cobre praticamente todo idioma vivo do planeta, além de símbolos matemáticos, alfabetos antigos e emoji. Um projeto que troca texto entre sistemas globais não cabe mais dentro do limite original.
O UTF-8 entra como a forma mais comum de codificar esse universo gigante do Unicode em bytes, e faz isso de um jeito retrocompatível: os primeiros 128 caracteres do UTF-8 são idênticos, byte a byte, aos códigos ASCII originais. Qualquer arquivo em ASCII puro também é, automaticamente, um arquivo UTF-8 válido. Nenhuma conversão é necessária.
Um sistema moderno, portanto, não precisa "escolher" entre ASCII e Unicode. Ele já lida com os dois ao mesmo tempo, porque um está contido dentro do outro. A diferença só fica evidente quando o texto sai do inglês básico. Aí, caracteres acima do código 127 passam a exigir UTF-8, ou outra codificação Unicode, para serem representados corretamente.
Como converter tabela ASCII em hexadecimal e binário
A tabela ASCII tem um equivalente direto em hexadecimal e em binário para cada código decimal. São três formas de escrever o mesmo número. O caractere "A" é o decimal 65, o hexadecimal 0x41 e o binário 01000001, e os três representam exatamente o mesmo valor, só que em bases numéricas diferentes (10, 16 e 2).
Decimal para binário: divisões sucessivas por 2. Para hexadecimal, por 16. Na prática, quase ninguém faz essa conta à mão. A tabela no topo desta página já traz as três colunas lado a lado, então basta localizar o caractere ou o código desejado para ver a conversão pronta.
Como converter texto em código ASCII passo a passo
Para converter uma palavra inteira, repita a consulta caractere por caractere. Cada letra, espaço ou sinal de pontuação vira um código ASCII separado, na ordem em que aparece no texto original. A palavra "Oi", por exemplo, vira dois códigos: 79 (O maiúsculo) e 105 (i minúsculo). Não existe um código único para a palavra toda.
Esse é justamente o princípio que as linguagens de programação usam para armazenar texto internamente. Uma string nada mais é do que uma sequência de códigos numéricos, cada um apontando para uma posição da tabela, ou do Unicode, em sistemas mais modernos. Entender essa mecânica ajuda a identificar problemas de codificação que, sem esse contexto, pareceriam aleatórios.
Alt codes do Windows: como usar a tabela ASCII para digitar caracteres
Os alt codes são um atalho do Windows que usa os números da tabela ASCII, e da tabela estendida, para digitar caracteres que não têm tecla própria no teclado. Segure a tecla Alt e digite o código decimal correspondente no teclado numérico. Ao soltar o Alt, o caractere aparece no lugar do cursor. Nenhum programa adicional é necessário.
O truque só funciona de forma confiável com um teclado numérico dedicado, o bloco de números à direita. Os números da fileira superior não servem. Em notebooks sem esse bloco separado, costuma ser preciso ativar uma combinação com a tecla Fn para simular o teclado numérico embutido. Alguns modelos simplesmente não suportam o recurso.
Alguns exemplos úteis: Alt+0169 gera o símbolo de copyright (©), Alt+0233 gera "é" e Alt+156 gera o símbolo de libra (£). Os alt codes de três dígitos costumam usar a code page clássica 437, enquanto os de quatro dígitos com zero à frente usam a code page 1252 do Windows. É por isso que o mesmo símbolo às vezes tem dois códigos diferentes.
Veja também
Depois de consultar a tabela ASCII, o iComLabs reúne outras ferramentas de texto e codificação úteis para quem trabalha com dados no dia a dia. Todas rodam direto no navegador, sem instalação nem cadastro.
A escolha depende da tarefa. Remover acentos resolve nomes que vão para sistemas antigos, o Base64 decodifica strings vindas de APIs e o contador de caracteres ajuda a respeitar limites de campo. O gerador de MD5 devolve a hash de verificação de um texto ou senha.
Tabela ASCII: o que levar dessa página
A tabela ASCII é um dos poucos padrões de computação que atravessou seis décadas praticamente intacto. Os 128 códigos originais continuam sendo os mesmos usados por todo sistema atual, escondidos dentro do próprio Unicode. Entender como ela se organiza, entre controle, símbolos, números e letras, ajuda quem programa e também quem só quer saber por que um alt code funciona ou por que um arquivo exibe acentos errados.
A tabela no topo desta página reúne decimal, hexadecimal, binário e caractere lado a lado, com busca para localizar qualquer código ou símbolo em segundos. Volte a ela sempre que precisar confirmar um código de controle ou montar um alt code. É a referência inteira em uma consulta só, sem decorar nada.